borboletas


Ninguém é melhor que ninguém, apesar dos talentos, ideias ou capacidades, todos nascemos e vivemos da mesma forma e nunca ninguém terá o direito para dizer o contrário. parem com essa cena do racismo !



Imagina um namoro de adolescentes passar a um namoro de adultos, imagina que o nosso namoro de adolescentes não daria resultado. Sim nos primeiros meses iria ser tudo um conto de fadas tal como todos os outros, iríamos ter os nossos sítios, os nossos segredos, os nossos planos, os nossos momentos, um mundo nosso. Depois viriam as discussões os ciúmes e as crises de parvoíces, iríamos acabar e não voltaríamos, cresceríamos e seguiríamos vidas diferentes, passado alguns anos encontrávamos-nos na baixa de Lisboa passado tanto tempo ainda me iria lembrar da tua cara, e tu também te irias lembrar da minha mil coisas iriam passar-nos pela cabeça como lembranças do passado, e sorriríamos convidaras-me para beber um café, eu aceitaria e sabes do que iríamos falar? Do nosso tempo de namorados em que ambos eramos a vida um do outro e dizíamos que iria ser para sempre. Iríamos ter de volta contacto um com o outro iríamos combinar coisas e começava um novo romance que iria dar continuação ao da adolescência só que este era mais intensivo, e também muito mais verdadeiro, porque nos referimos a um romance de adultos, onde o amor não são apenas palavras deitadas para o ar, onde o amor é sentido por ambos, um romance de adultos onde só nós é que estávamos no nosso mundo onde não iria existir ninguém para o estragar, iriamo-nos casar, iriamos adoptar um preto e uma chinesa, e sabes uma coisa? Iriamos ser felizes para sempre!

sabem qual é o problema dos adolescentes hoje em dia? É praticamente só pensarem em si mesmo, e confundirem amizades, desejos, paixões platónicas, atracção física, com amor. Enquanto confundirem isso e mais outras coisas, vão-se comendo uns aos outros, não vão dar valor a ninguém, vão querer aumentar famas, para se sentirem melhor ao pé do seu grupo de amigos. Hoje em dia a nossa maneira de pensar é “fogo aquela é loira, fogo aquela tem grande rabo, fogo grandes mamas” ou então “fogo olha-me aquele rabo, fogo grandes abdominais, fogo que braços”. Então e porque é que não nos importamos primeiro como a pessoa é por dentro, seja ela gorda ou magra, feia ou bonita há que ser respeitada, por ser ela própria. Não me venham dizer que nos adolescentes, não temos ainda idade para namorar, ou que ainda não sabemos o que é amar, vejo muitos das nossas idades já a namorarem a anos, e mesmo assim não se fartarem, não querem saber de outras pessoas, e não estão minimamente dispostas a trair nem a trocar. É verdade muitos dos adolescente de hoje em dia são assim, mas depois ainda há como estes na fotografia, a rapariga teve um cancro, e mesmo assim o namorado não a deixou por ter uma doença, por não ter cabelo, porque não a deixou de AMAR. Simplesmente ajudou-a no que pôde, não a trocou pela primeira rapariga com cabelos longos, com um corpo bem constituído, e saudável. Isto sim é um amor, que se pode afirmar ser verdadeiro, hoje em dia quem é que ficava com uma pessoa que não sabe se amanhã ainda está viva, quem é que raparia o cabelo só para a outra não se sentir sozinha, e mal consigo própria, há gestos que descrevem muita coisa.


Imagina nós os dois, eu e tu, daqui a alguns anos a viver nos estados unidos, a morar juntos. Não precisaríamos de ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E seriamos felizes, eu e tu. Fotos de nós os dois estariam espalhadas pela casa. Fotos tuas no meu quarto, fotos minhas no teu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples facto de eu te querer por perto, e tu quereres-me também. Pelo simples facto do teu quarto estar desarrumado de mais e a minha cama ser perfeita para nós. Eu teria medo do escuro, sem ti. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e tu fingirias não te importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de ti, a correr pela casa, a rir, com o comando da televisão, só para não mudares o canal. E tu agarravas-me e ficaríamos abraçados em silêncio. Os nossos sábados á noite seriam perfeitos, víamos todos os tipos de filmes, atiraríamos pipocas um para o outro e pediríamos uma pizza. Perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da música dos créditos de um filme romântico em que eu choraria do princípio ao fim, e tu rias-te de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Tu não te importarias com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo teu quarto. Eu não me importaria com a tua desarrumação diária, nem com a tua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na escada do nosso apartamento no 3º andar, a beber algo e a cantar músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. As tuas amigas viriam visitar-te, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e tu ires dormir comigo, e perguntar se chorei. E eu negava. Tu acreditarias. Acordavas-me ao meio da noite, para contar um sonho que tiveste. E nós riríamos juntos. Acordavas-me com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa da vizinha. Eu deixaria um recado fofinho de amor na porta do frigorífico antes de sair na segunda de manhã para visitar os meus pais. Poderíamos até ter um cão, porque tu não gostas de gatos. Poderíamos juntos, leva-lo a passear. E tu decidirias pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas connosco os dois e o nosso cão. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que é que tu estavas a pensar. Tu mentirias e perguntavas-me o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todos os dias de manhã, enquanto tu ias para o estádio treinar futebol. Tu amavas-me, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Alguns anos, eu estava-me a formar, e tu estarias no topo da carreira. E levavas-me para jantar e pedias-me em casamento. Eu aceitaria. E ai seria uma linda história de amor.